Rubens Fernandes Júnior

Memória fotográfica

No encerramento do ciclo de palestras A Transparência e o Obstáculo do 6º A Gosto da Fotografia, realizado no MAM-BA, sábado (07/08), com a mediação do organizador do FotoRio Milton Guran, o doutor em Comunicação e Semiótica, professor e diretor da Faculdade de Comunicação da FAAP, Rubens Fernandes Junior, discorreu sobre a Fotografia como Memória e o Processo de Criação.

Como ponto de partida, o teórico utilizou os pensamentos do filósofo Vilém Flusser, autor do livro Filosofia da Caixa preta, e da pesquisadora Cecília Almeida Salles para tratar do conceito de crítica genética, que procura entender a obra em todo o seu processo de criação.

Feita a introdução, Fernandes Junior teceu considerações sobre a obra dos fotógrafos Geraldo Barros e Mario Cravo Neto. “Eles buscam desenvolver uma fotografia que é o resultado da desautomação dos gestos e dos aparelhos, transformando-se em artistas que entendem a fotografia como uma espécie de palco para aqueles que evitam as certezas e buscam iconizar dúvidas e questionamentos sobre a natureza de nossa existência”, afirma o doutor.

Projetando fotos e vídeos, Fernandes Junior discorreu sobre a vida e obra de Barros, que subverteu a fotografia brasileira e iniciou o processo de dessacralização do negativo. Utilizando os mesmos recursos, contou ao público um pouco da história do soteropolitano Cravo Neto que, com a técnica apurada e olhar poético, representou tão bem a Bahia e seus personagens. ”Artista (Cravo Neto) instigante que nos deixou uma produção inestimável”, afirmou o doutor.

Fotografias de Shirley Stolze

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