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Diógenes Moura / CURADOR A GOSTO DA FOTOGRAFIA

Jornalista, escritor e roteirista, Diógenes Moura nasce na rua do Lima, em Recife, Pernambuco, 1957. Passa sua infância no arrabalde de Tejipió. No início dos anos 70, transfere-se com a família para Salvador, Bahia, onde passa a viver no bairro da Liberdade. Publica seu primeiro livro, Mingau de Almas ou O Traço Fixo da Loucura (prosa/poesia) em 1980, pela Coleção dos Novos da Fundação Cultural do Estado da Bahia. A partir de 1981 passa a escrever no jornal A Tarde e assina coluna no encarte cultural do jornal Tribuna da Bahia. Em 1984 começa a fazer parte da equipe de implantação da TV Educativa da Bahia. Escreve o programa Amado Jorge, que inaugura oficialmente a programação da TV Educativa, em 1985, onde atua como roteirista e diretor em programas de música, dança, artes plásticas e comportamento, até 1989. Nesse período também faz parte da equipe de editoração da Fundação Casa de Jorge Amado. Ao lado dos escritores baianos Claudius Portugal e Aninha Franco inaugura, em 1985, o selo independente Espaço Blef, dedicado à publicação de obras de escritores baianos e onde lança seu segundo livro, Tire a Cadeira da Chuva (roteiros/prosa).

Transfere-se para São Paulo em 1989. Passa a escrever no jornal Folha de S. Paulo e na Folha da tarde, onde assina a coluna semanal O Orgasmo Pede Carona que, em seguida, passa a ser chamada Conjunto Nacional.  Em 1992 passa a atuar como Diretor de Comunicação da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Pelo selo Casa de Palavras, da Fundação Casa de Jorge Amado lança, em 1997, o livro de poemas Elásticos Chineses – Poemas Físicos. A partir de 1997 colabora com as revistas Bravo!, República e Cult.

Em 1996 assume a curadoria de fotografia da Pinacoteca do Estado, onde passa a escrever e editar livros sobre o assunto. Em fevereiro de 2001 edita a exposição do escultor francês Auguste Rodin, no Museu de Arte da Bahia e escreve e dirige, para a TV Educativa, o vídeo Rodin – O Gênio do Eterno Repouso, também exibido em rede nacional pela TV Cultura de São Paulo. Em 2002 faz a edição do projeto de implantação do Portal da Misericórdia, restauro da igreja da Santa Casa de Misericórdia, na Praça da Sé. Dirige o documentário Portal da Misericórdia – Lugar de História, Lugar de Memória.

Atualmente trabalha como Editor e Curador de Fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde vem realizando exposições fotográficas e projetos editoriais com nomes como Thomaz Farkas, Claudia Andujar, Flávio Damm, Mario Cravo Neto, Martin Chambi, Carlos Moreira, Fernando Lemos, Germam Lorca, Adenor Gondim, Klaus Mitteldorf. Com a exposição São Paulo dos Olhos Para Dentro, do fotógrafo Carlos Moreira, ganhou o prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em 2004. Com a mostra Vulnerabilidade do Ser, de Claudia Andujar recebeu, pela segunda vez consecutiva, o prêmio APCA de melhor exposição, em 2005.

Publica, em agosto de 2005, o livro Teatro Castro Alves – História e Memória e faz parte da equipe de criação da segunda etapa do Museu da Misericórdia da Bahia, inaugurado em Janeiro de 2006. Nesse período em que vive em Salvador, escreve o poema épico Drão de RomaDezembro Caiu ( Ed. Fundação Casa de Jorge Amado) sobre a violência nas ruas e a perda de memória da alma baiana.

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